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  • Bacharel em Direito

Wagner Ribeiro

Juiz de Fora (MG)
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Comentários

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Wagner Ribeiro
Comentário · há 3 anos
Olá @mdcampos152,

Lamento dizer, mas de fato o Direito não existe para ser justo, visto que justiça é um conceito diferente para cada ser humano. O "justo" varia de pessoa para pessoa, sociedade para sociedade, religião para religião e por aí vai.

Exemplificando: coloque pessoas de diferentes partes do mundo, com distintos pensamentos políticos, religiosos, sociais, etc numa mesma cidade e os permita fazer justiça. Será que todos eles pensam de maneira igual?

Afirmo-lhe, com total conviccção, de que irá falhar na busca pela justiça num cenário desses. Agora, um detalhe: esse não é um cenário hipotético, mas real (é o nosso cotidiano), em que existem leis para evitar que cada um faça o que achar ser "justo".

Em alguns países, é "justo" chicotear mulheres que não usem burca. Então seria algo perfeitamente normal para certas pessoas fazer isso com uma esposa, filha, ou qualquer outra que não saia na rua com o corpo completamente coberto. Para vc, provavelmente isso é um absurdo. Assim, percebe que é impossível criar leis justas para todo mundo?

Infelizmente existe essa concepção de que o Direito objetiva justiça. Porém essa ciência não faz muito mais do que simplesmente regular condutas e comportamentos humanos, de forma a evitar o caos social.

Por favor, não julgue a categoria dessa forma, apenas fazemos nosso trabalho observando o que o Direito prega. É nossa ferramenta de trabalho. Em qualquer área existem bons e maus profissionais.
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Wagner Ribeiro
Comentário · há 3 anos
@saporto

Entendo perfeitamente sua opinião.

Não sei se passei essa impressão, mas se o fiz, não foi essa a intenção. Jamais estimularia condutas escusas, fundadas em obscuridades legais e/ou jurisprudenciais.

Meu objetivo ao pontuar o comentário foi o de evitar as frequentes generalizações sobre condutas aparentemente repudiáveis.

Poderíamos criar inúmeros debates com situações hipotéticas, onde nem sempre "o cara que não paga o conserto" é um monstro que deva ser repudiado socialmente. No meu ver, não dá pra tirar conclusões sem a apreciação judicial de cada fato.

Evitar julgamentos do tipo "homem que se preze", "colocar o carro na oficina quem pode pagar pelo serviço" ou qualquer outro tipo de subjetivismo é premissa básica para julgar o caso concreto de maneira imparcial. Imprevistos e infortúnios acontecem e nem sempre podem ser contornados tão facilmente.

Sou totalmente contrário ao coitadismo, além de acreditar que isso é um dos fatores que impede o desenvolvimento de nosso país.

Mas reitero minha podenração de que a mistura do Direito com valores pessoais é bastante perigosa. Análises generalistas comumente levam a bizarrices, como linchamentos, justiça com as próprias mãos ou similares.

O melhor dos mundos, humildemente penso, é buscar se posicionar com alteridade, se colocando no lugar do outro, para talvez, alcançar a imparcialidade de julgamento.

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Eduardo Pedro Gonçalves, Advogado
Eduardo Pedro Gonçalves
Comentário · há 2 anos
Boas colocações. Exageradas a meu ver, mas boas, para reflexão. Teço comentários de trecho do texto:
"Primeiro. Ninguém é ingênuo de pensar que a força tarefa Lava jato realizava seus trabalhos sem qualquer comunicação entre o juiz e os procuradores. Óbvio que mantinham comunicação." - SIM, de fato, vejo com frequência, bastante infeliz até, a troca de informações entre MP e juízes, particularmente na seara criminal onde o advogado está sempre em constante desvantagem.

"Segundo. Caso as mensagens sejam publicadas na íntegra, e contenham de fato um Lawfare, isso enfraquece muito a operação Lava jato, as instituições, seja o MPF, seja o Judiciário, seja o atual Ministro da Justiça, e quem sabe até o Governo Bolsonaro." - Não creio. Enfraquece o ministro SE e somente SE houver mais do que essas comunicações de vai-vem entre juízo e MP.

"Terceiro. Essas divulgações não alteram em primeiro plano o julgamento do Lula, até porque passou por revisão do TRF e teve a pena aumentada." Com certeza!! Não se pode falar que houve um julgamento apenas. São 3 julgamentos até agora, instâncias diferentes. Não creio que o advogado do Lula seja ruim, a causa não era boa.

"Quarto. A ética dos poderes e sua lisura é colocada em cheque. Retirando a paixão política, pergunta-se, alguém gostaria de ter seu processo julgado por juiz que age como acusador?". Contraditório. Essa proposição é oposta a anterior, porque não foi um único juiz a julgar, foram três julgamentos, três instancias, diferentes escolas de pensamento.

"Quinto. Ainda é cedo, mas a se confirmarem a veracidade e o contexto dessas mensagens, a esquerda (leia-se PT), será munida de um arsenal gigantesco para continuar o embate político."- Na verdade já começo a ver pipocar na internet manifestações de apoio a Lava-jato e condenações a forma como foram obtidas essas"provas", através de hackers. Ou seja, parece que a esquerda, em vez de fazer um mea culpa, se embaraça ainda mais com criminosos digitais ou não para questionar uma reputação. Na ausência de meios legais parte-se para o vale tudo.

"Sexto. O Brasil vive um ultrapassar de limites dos poderes. Ora o STF criando tipo penal, fato que pertence aos que foram eleitos para isso, o congresso, que queda-se inerte. E se confirmar o teor das conversas, é judiciário acusando e MPF interferindo na política." - A se confirmar né, pois até agora não se vê nada ilegal.

"Sétimo. Ditadura? Já que todos estão ultrapassando os limites, imagine se as forças armadas resolvem ultrapassar também. Todos esses fatos juntos podem estar pavimentando essa estrada que conduz a muitas dores. Espera-se que não." - Quando Bolsonaro assumiu falou-se o mesmo. Não defendo o presidente eleito mas há de se convir que estamos bem longe de uma ditadura, não imagino que a queda/não queda de um ministro possa incorrer nesse tipo de coisa.

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